Orgasmos múltiplos e a ciência por trás do orgasmo

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Muito se fala sobre o orgasmo feminino, mas pouco ou nada se sabe sobre ele.

Sabemos que nem todas as mulheres têm facilidade em atingir o orgasmo durante o sexo e nem todas reagem ao mesmo tipo de estímulos, o que torna este tema num emaranhado de mitos e tabus, por isso fomos à procura de respostas.

O que tem a ciência a dizer sobre o orgasmo feminino?

Já no início do século XX, Sigmund Freud, o “pai da psicanálise”, afirmou que mulheres mais maduras experimentavam mais intensamente o orgasmo por estimulação vaginal do que clitorial, posteriormente irritando muitas feministas, por parecer que a falta desse tipo de clímax seria culpa das próprias mulheres.

Durante séculos, a investigação e a medicina procuraram encontrar respostas para as questões patológicas e reprodutivas da mulher, e muito raramente se debruçaram sobre as questões relacionadas à nossa anatomia e fisiologia do prazer.

Ainda assim, um estudo recente descobriu uma nova forma de estimular as mulheres para conseguirem o tão desejado objetivo: atingir o orgasmo.

Segundo um artigo da Women’s Health, a pesquisa conduzida por um conjunto de investigadores da Universidade do Michigan, nos EUA, e foi posteriormente publicada na revista científica Neuromodulation, apontou que alguns tratamentos para a bexiga podiam ter efeitos promissores ao nível do prazer feminino.

A neuromodulação, procedimento em questão, é usado para casos de disfunção ao nível da bexiga e envolvem estimulação elétrica leve e direcionada, o que também influencia positivamente as funções sexuais da mulher.

Portuguesas no panorama europeu

Fomos procurar dados sobre Portugal e encontramos um artigo no Observador que menciona um estudo realizado sobre a qualidade e frequência dos orgasmos femininos feito com base em dados obtidos em 20 países da Europa por um site de encontros online, o Victoria Milan, que fez um inquérito a 8.307 mulheres.

O site pediu às utilizadoras para revelarem quantas vezes tinham relações sexuais, com que frequência tinham orgasmos e o número médio de orgasmos por cada sessão de sexo.

No OrgasMap, belgas, francesas e irlandesas figuram nos primeiros postos. Já as portuguesas aparecem apenas em 19º lugar — o penúltimo.

O que fazer para ter um orgasmo

Existem nervos que conectam o clitóris ao cérebro e atuam como os principais reguladores do orgasmo feminino, havendo uma combinação entre estímulos voluntários e involuntários para se chegar ao clímax.

Ao estimular o clitóris de maneira direta ou indireta, esses impulsos nervosos são levados ao cérebro por diferentes vias de acesso.

Relaxe

Ao relaxarmos, reduzimos a atividade do neocórtex do nosso cérebro, e ampliamos a conexão com a porção límbica do nosso cérebro, por sua vez responsável pelo processamento das emoções, sensações e sentimentos.

Explore o seu corpo

Antes de passar para a estimulação genital, comece por deslizar a ponta dos dedos por várias zonas do corpo, como os seios e as coxas, e daí passar para a estimulação genital, como a vulva, os lábios externos, os lábios internos e o clitóris.

Varie os estímulos

Pode começar com uma intensidade mais leve nas regiões menos sensíveis, e gradualmente evoluir para uma intensidade mais forte nas regiões mais sensíveis.

vibrador

Recorra a brinquedos sexuais

“O uso de brinquedos sexuais, sozinha ou acompanhada, tem como finalidade proporcionar uma experiência de prazer, que, muitas vezes, passa pela introdução de novas sensações e estímulos.

Todos/as nós temos direito a uma sexualidade saudável, que é uma fonte de bem-estar, físico e psicológico”, explica Rita Torres, Psicóloga Clínica e Terapeuta Sexual em entrevista à Men’s Health.

Diferentes tipos de estimulação proporcionam diferentes tipos de prazer. Um vibrador ou um dildo podem fazê-la chegar mais rápido ao clímax.

Neste caminho de descoberta pessoal, recomendamos-lhe que visite uma sex shop onde poderá descobrir qual o brinquedo que melhor se adapta a si, desde vibradores a sugadores de clitóris, tudo para ter o orgasmo perfeito.

Se mesmo com estas dicas não conseguir atingir o orgasmo, não desespere. Ter orgasmos nem sempre é fácil e não deve ser encarado como um objetivo ou uma meta.

Muitas vezes a pressão que coloca no acontecimento acaba por dificultar o processo.

O mais importante é que vá conhecendo o seu corpo e de que forma este reage aos estímulos.

Vá criando as condições que favoreçam o seu prazer e a sua excitação e tire proveito do processo.

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Artigo colocado por Diogo Dias.
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